historia quinta do mosteiroHistória

Os primeiros registos relativos ao Mosteiro de S. Salvador de Moreira fundado pela Ordem dos Cónegos Regrantes de Sto. Agostinho, datam de há mais de mil anos.

Nos primeiros tempos, o Mosteiro foi "misto", isto é,  albergava frades e freiras, mas essa situação terminou em 1162, quando as freiras foram transferidas para o Convento de S. Cristovão, em Rio Tinto.

Nos finais do século XVI, estando o Mosteiro primitivo já muito degradado, deu-se início à construção dos atuais edifícios da Igreja de S. Salvador de Moreira e da Casa da Quinta do Mosteiro, trabalhos que se dariam por terminados em 1622.

No século XIX, a Casa e a Quinta do Mosteiro foram separadas da Igreja ( que é hoje a Igreja Paroquial de Moreira da Maia), e vendidas à família do Desembargador Vieira de Castro, cuja viúva as vendeu por sua vez, em 1874, a D. Rita de Moura Miranda, viúva do tribuno liberal, José Estevão Coelho de Magalhães.

Seu filho, O Conselheiro Luís de Magalhães, estadista e um dos intelectuais da "geração de 70", ai viria a estabelecer a sua residência nos últimos anos dos século XIX, e durante a sua vida muitos vultos da vida cultural e política portuguesa passaram pela Quinta do Mosteiro, que foi mesmo imortalizada por Eça de Queirós numa das "Cartas de Fradique Mendes", sob o nome de "Quinta de Refaldes". A Casa e a Quinta do Mosteiro são hoje propriedade de descendentes seus.